Valéria Zamboni

ARQUITETURA CONCEITUAL

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SOBRE ARQUITETURA ESCOLAR

SOBRE ARQUITETURA ESCOLAR

Fonte: http://educacaointegral.com.br

Alguns países como EUA, Inglaterra e outros países europeus “discutem o ensino de uma maneira ampla, onde o ambiente físico é considerado um elemento essencial na busca da qualidade do aprendizado.” Uma das entidades que dá suporte a esses países é a CABE (Commission for Architecture and the Built Environment). Essa instituição é referência mundial e apresenta uma lista de dez critérios que deveriam ser usados ao se projetar uma escola (CABE, 2007), são eles:
1. Identidade e contexto: criar ambientes de que os usuários e a comunidade pode se orgulhar;
2. Implantação: otimizar o aproveitamento do lote;
3. Área externa da Escola: ganhar proveito das áreas externas;
4. Organização: criação de um diagrama claro para os edifícios;
5. Edificações: síntese da forma, dos volumes e da harmonia;
6. Interior: criando espaços de excelência para ensino e aprendizagem;
7. Estratégias de sustentabilidade;
8. Segurança: criando um lugar seguro e acolhedor;
9. Vida longa, liberdade de possibilidades: criar um projeto escolar que se adapta e que tenha capacidade de evoluir com o tempo;
10. Síntese de sucesso: projetos que funcionam na sua totalidade.

Sabemos que hoje, no Brasil, na maioria das vezes os critérios para se projetar são custo e quantidade de alunos, porém seria um grande passo se pudéssemos pensar algumas escolas dessa maneira. Um dos métodos para se fazer isso é por meio de um cronograma físico-financeiro que possibilite a viabilização da edificação.

Como organizar as salas e ambientes pedagógicos?
Para atualizarmos as escolas brasileiras precisamos estar atentos aos protocolos e estudos internacionais, um exemplo é o número de possibilidades de configuração que uma sala de aula ou ambiente pedagógico deve apresentar segundo Nair & Fielding (2009), são eles:
1. Estudo independente;
2. Trabalhos em grupo;
3. Trabalho em grupos pequenos de 2 – 6 alunos;
4. Instrução aluno + professor;
5. Palestra, professor ou especialista convidado ocupando o palco principal;
6. Ensino baseado em projetos temáticos;
7. Aprendizado com base notebooks ou tablets;
8. Ensino a distância;
9. Pesquisa pela internet sem fio;
10. Apresentações dos alunos;
11. Apresentações teatrais ou de música;
12. Ensino por meio da instrução por seminários;
13. Aprendizado por meio de serviço comunitário;
14. Aprendizado por meio da natureza;
15. Aprendizado social e emocional;
16. Ensino baseado em artes;
17. Ensino por meio de conto de histórias;
18. Construção do próprio aprendizado, colocando os alunos em contato com situações práticas.

O que acontece hoje na maioria da escolas brasileira é um padrão onde o professor faz a explicação oral e os alunos sentam enfileirados, quando muito é feito a possibilidade de carteiras formando uma roda. Em primeiro lugar, para que isso seja possível as escolas precisam tomar conhecimento dessas ideias.

Referências Bibliográficas:
CABE. Building schools for the future. a guide for clients. London, UK: Comission for Architecture and the Built Environment, 2007.

NAIR, P.; FIELDING, R. The Language of School Design: Design Patterns for 21st Century Schools, Fully Revised 2nd Edition. 2nd. ed. [S.l.]: Designshare, Inc., 2009.

Kowaltowski, Doris C.C.K.; Moreira, Daniel de Carvalho; Deliberador, Marcella S.; O programa arquitetônico no processo de projeto: discutindo a arquitetura escolar, respeitando o olhar do usuário. SBPQ, São Paulo, 2012.


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