Você já ouviu falar em Sala Maker? Bem, vejamos do princípio como surgiu esse conceito. A palavra maker no sentindo de ‘fazedor’ foi dita pela primeira vez pelo fundador da revista Make Magazine, Dale Dougherty. Essa revista trata de assuntos que envolvem o “faça você mesmo”.

Para Dale Dougherty “nossa próxima geração deve ser de criadores, as crianças são particularmente interessadas nisso, nesta habilidade de controlar o mundo físico e ser capaz de usar coisas como micro-controladores e construir robôs. E temos que conseguir colocar isto nas escolas, ou na comunidade de muitas maneiras, a habilidade de remendar, de moldar e re-moldar o mundo a nossa volta […]”

Ou seja, é uma tendência mundial resgatarmos ou darmos mais atenção para o nosso ímpeto natural de criar, inventar, consertar ou modificar os mais diversos tipos de artefatos com a próprias mãos. Além disso, a tecnologia para conseguir desenvolver esse tipo de objeto está cada vez mais barata, por exemplo uma impressora 3D está cada vez mais acessível, hoje por menos de 2 mil reais é possível ter uma. Com ela você pode desenhar as partes de um projeto, imprimi-las, montá-las e ligá-las a um motor, a um led ou ao que mais a imaginação permitir e construir algo exclusivo para você.

Dentro desse contexto vem então a ideia de ter nas escolas, no lugar das salas de aula tradicional as salas maker ou como um complemento, apenas uma ou duas salas maker.

E o que é preciso para se ter uma sala maker? Muito mais do que ter as ferramentas certas é preciso compreender a metodologia e internalizar a ideia, entender a ideia de integração e compartilhamento. Hoje várias empresas oferecem kits educacionais eletrônicos ou manuais que inclui martelos, parafusadeiras, alicates etc. Bancadas na parede com ferramentas dispostas facilitando o acesso também fazem parte desse espaço, cortadeiras a laser são a novidade, cortam qualquer coisa no formato estabelecido por um computador. Também é preciso professores interessados e qualificados para ensinar desse jeito novo.

Quanto ao tipo da sala podemos ser bem ousados e criar salas bem criativas o que não significa salas coloridas com uma parede de cada cor, queremos ir muito além disso. Salas que facilitem a funcionalidade do local, sejam confortáveis, bonitas e falem a linguagem da cultura maker. Espaços que possam se moldar junto com o tempo, afinal a edificação escolar é construída para durar muitos anos e com tantas mudanças acontecendo esse espaço precisa ser pensado de maneira que seja possível reformá-lo sempre que necessário.

Qual a idade para começar a usar? Depende do tipo da sala não há idade mínima desde que os pequenos consigam manusear as ferramentas disponíveis para tal idade já é possível utilizar o local.

E sua escola está acompanhando essa tendência? Está preparada para essa transformação?

Quer construir uma sala maker? Agora que você entendeu a tendência e conheceu como funciona está na hora de saber como fazer na sua escola. Contrate um escritório de arquitetura especializado, nós fazemos seu projeto de maneira bem elaborada e com todo cuidado. Pensamos nas diretrizes educacionais do seu colégio e nas inovações que iremos propor de acordo com seus ideais e anseios.

Valéria Zamboni – Arquiteta de Escolas